terça-feira, 15 de outubro de 2013




Paz e bem
Sede

            Os médicos orientam a tomarmos água mesmo que estejamos sem sede, o problema é que só tomamos quando a sede aperta, às vezes fruto de um esforço físico ou mesmo do calor excessivo. Enquanto a sede não vem acreditamos que está tudo bem, que o organismo não está precisando de água. Existem pessoas capazes de passar todo um dia sem tomar água, só à base de sucos e refrigerantes, além daqueles que só matam a sede com uma latinha de Coca-cola bem gelada. Não é a mesma coisa, aliás, refrigerante não mata a sede, nem suco, só a água faz isso. E assim, lembrando de tomar água só quando a sede vem, corremos riscos, comprometemos a saúde.
            Nossa relação com Deus lembra bem essa questão da água. Quando estamos “saciados”, satisfeitos, felizes, realizados, quando tudo vai às mil maravilhas, a lembrança de buscarmos Deus inexiste, como se não estivéssemos com sede, porque sucos e refrigerantes ou outros líquidos estariam supostamente suprindo nosso espírito. Mas aí vem algo que joga por terra nossa alegria e satisfação, o espírito é posto à prova assim como o corpo é submetido à um trabalho pesado, aí buscamos desesperadamente um frescor para confortar a alma, e lembramos de Deus. A metáfora da água viva, usada por Jesus Cristo ilustra bem isso, e Ele é bem claro quando diz “mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede”.           Numa comparação menor, bem menor mesmo, é como buscar alguém que chamamos de amigo só na hora do aperto, e isso é no mínimo deselegante, e caso esse suposto amigo não nos jogue isso na cara, no mínimo vai comentar com outros.
            Mas Deus não é nosso amigo. É muito mais. E na hora da sede Ele vai oferecer a fonte da água viva sem cerimônias, porque sua misericórdia é eterna, e sua compaixão infinita. Temos aí mais um motivo para não buscá-Lo só no desespero: não é gentil, nem honesto, um filho abusar da bondade do pai.
            Grande abraço.

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